quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Estou a fim do meu amigo que tem AIDS




Pergunta polêmica enviada pelo leitor e respondida por quem ler esse bluógue. Como sempre cheia de tensão do jeito que a gente gosta, e ainda com gostinho de comemoração, pois chegamos aos 1000 likes no facebook. Vocês são FODA! Chega de coisa e vamos logo ao drama dessa semana...

"O que cada um de vocês fariam se descobrissem que tem um amigo soropositivo, gato, legal, bonito mesmo, o oposto da cara da AIDS que muitos presenciaram na década de 80 e começo de 90. E aí, vocês aceitariam? Ficariam?"


"Pegaria fácil um(a) soropositivo(a) que fosse isso tudo de bom que você falou. 
Se a coisa esquentasse, complicaria um pouco lidar com isso já que não tive nenhuma experiência assim. 
Acho que se fosse com um homem era mais fácil e daria pra fazer de tudo, apesar de n curtir o sabor de camisinha. 
Com mulher acho q limita um pouquinho pois não sei se rola/como rola sexo oral, mas aproveitaria todo o resto com um belo sorriso na face. rs"

"[cri, cri, cri... pensando] Bom... a amizade eu não recusaria, isso é um #FATO! Mas qualquer outro tipo de envolvimento amoroso e sexual seria alguma coisa para muito se pensar, afinal, a AIDS tá aí e é uma coisa muito complicada, né minha gente?! E mesmo nos dias de hoje, com uma qualidade de vida maior, ainda é uma doença para a vida toda. Então, o “NÃO” teria uma grande probabilidade de ser o meu veredito, já que não rola nenhuma paixão ou sentimento mais forte, além da atração física e da simpatia do garoto, é claro! Agora, se eu estivesse apaixonado, morrendo de amores, achando que aquele seria o cara que dormiria de conchinha comigo pro resto da vida [ô ilusão, né gente?] aí acho que só uns “bons drink”, uma cartelinha de Lexotan e quem sabe uma viagem ao Canadá pra dar conta do recado! 



"Bom, eu tenho um amigo soropositivo L-I-N-D-O que nada tem a ver com o estereótipo criado nas décadas de 80 e 90. Se ele fosse afim de mim, eu faria Ó, LINDA(mente), né? Mas isso não significa que não tomaríamos alguns cuidados: informação, fofada com camisinha e atenção especial em qualquer ferida são fundamentais. Fora isso, eu também tentaria não conversar muito sobre esse assunto com o boy magia porque já acho um fardo muito grande pra ele encarar o preconceito de toda sociedade. Desse jeito, eu acredito que estaria tratando ele como se  realmente não tivesse nada. Beijos e obrigado por permitir a participação dos leitores!" 



"Seríamos amigos e, se rolasse, ficaríamos. Claro, essa situação iria me render alguns momentos de reflexão: 'e se fosse comigo?', se possível iríamos conversar sobre o que aconteceu. Foi ele quem deu vacilo? Foi uma transfusão aloka? Foi dopado, largado numa cama com uma seringa do lado? Mimimi mimimi, mas no final das contas não teria problema nenhum. Me preocuparia mais se ele tivesse algum desvio de caráter, porque ai sim a convivência seria doentia e altamente perigosa."
Essa gente linda mostrou que o preconceito não tá com nada! Coisa linda de se ler, viu??!! Como diria minha miguxa @indecisa "Tão de parabéns". É assim que tem que ser! 
Se você gostou e super quer participar, fica atento na nossa página no facebook não esqueça de curti-la, que logo logo convocaremos mais bees, beleza moçada?

4 comentários:

  1. Medo dessas coisas. Pelo fato da pessoa ser legal e se fosse amigo, uns beijos e sarros até encararia, mas o sexo mesmo com segurança me deixaria inseguro. Porém, o bom caso de se colocar no lugar das pessoas nos deixam confusos com certos problemas, por exemplo: e se fosse você o soropositivo?

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  2. Quando eu me descobri portador de HIV, há dezessete anos, tive muitos problemas.
    E um deles foi não saber como ficaria minha vida afetiva. Eu pensava que jamais outra mulher me tocaria, pois eu acredito que tenho o dever moral de informar à esta pessoa que pretenderia compartilhar momentos comigo, que eu sou portador de HIV. E eu acreditava que nenhuma delas aceitaria(...).

    O tempo se encarregou de me provar o contrário. Sempre fui uma pessoa de amores conturbados, erráticos e incosntantes (isso mudou há dez anos quando encontrei minha alam-gêmea) e tive muitas mulheres ao longo do período que permaneci "errático e soropositivo". A maioria delas era soronegativa e todas que assim o eram continuaram soronegativas. Isso me dá uma certa "clarividência sobre o trinário amor, sexualidade e AIDS.

    Quando se ama de verdade, ou mesmo quando há sentimentos recíprocos de atração e cumplicidade, a barreira sorológica cai e as pessoas se entregam sem maiores consideração (amar é da natureza humana e a natureza humana é capaz de prodígios incognoscíveis quando se fala de sentimentos).

    Esta matéria confirma, em parte, as minhas esperanças e, em parte, confirma minhas dúvidas.

    Pensar em quem "vacilou" e ###Foi ele quem deu vacilo? Foi uma transfusão aloka? Foi dopado, largado numa cama com uma seringa do lado? Mimimi ### ainda é julgar.

    É separar soropositivos culpados de soropositivos inocentges e, tanto quanto eu posso avaliar, comdezessete anos de infecção, ninguém tem culpa por estar doente... É muito fácil por as coisas sob este prisma de culpa; difícil é avaliar os lances iniciais de um processo que pode ser chamado de auto-destrutivo, que leva uma pessoa a se expor a um risco absolutamente desnecessário, a pretexto de "não chupar bala com papel.

    Mormente o respeito que devo a todas as formas de opinião, mesmo as mais equivocadas, cabe-me, ainda, lembra que, frequentemente, o Juiz de hoje é o réu de amanhã...

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  3. gente.. é aquela coisa... se proteger e amar ao próximo ;D

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  4. POXA AMIGOS, GRAÇAS A DEUS FUI PROTEGIDO DESSE MAL, MAS SOU DEPRIMIDO, E TALVES A DOR SEJA IGUAL, NÃO TENHO EXPECTATIVA DOS PRÓXIMOS DIAS....QUE DEUS ABENÇOE A TODOS, E OS PROTEJA DE TODAS AS DORES...

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